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Vale a pena ver: Histórias de amor duram apenas 90 minutos março 31, 2010

Posted by Hanna Roberts in Uncategorized.
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O cinema brasileiro  – e aqui não falo só dos realizadores, falo do público e também da crítica, esse tripé de desejos e gostos insondáveis –  vive uma terrível síndrome de cachorro vira-lata, incensando muitos filmes abaixo da média por supostas qualidades técnicas e deixando passar em branco grandes e pequenos filmes que aparecem por aí, de cinematografia sólida e bem construída.

Será esse o caso de Histórias de Amor Duram Apenas 90 Minutos, filme do diretor de longas estreante e roteirista mais que experiente Paulo Halm? Espero que não. O filme é comovente e divertido, em doses equilibradas e cheio de curvas dramáticas que surpreendem o cara que está sentadinho na poltrona do cinema.

Zeca, um jovem supostamente talentoso interpretado por Caio Blat narra a sua vida com um certo distanciamento, como se ele próprio e seus problemas fossem matéria ficcional. Mas isso tem uma explicação: a beira dos 30, Zeca está empacado na página vinte do seu romance de estréia e não escreve sequer uma linha. Representando a famosa geração y, que não eclode, implode ou explode, o rapaz vai ficcionalizando sua vida, fantasiando um possível caso homoerótico da sua madura namorada com uma aluna argentina.

O que movimenta a vida de Zeca não é o que acontece e sim o que ele imagina acontecer, e na sua incapacidade de produzir ficção de verdade ele vai desenrolando a sua história como um mega narrador às vezes histérico, às vezes deprimido, o personagem compara suas dúvidas existenciais com autores e chega a comparar Júlia, sua mulher, com um personagem do cinema francês. Ao fazer isso o dublê de escritor escreve, mas escreve a vida como deveria ser, e não como ela é de fato.  Ele é é um narrador que não faz a menor idéia de sua condição real, do que é palpável na sua existência: sua relação com o pai, com a arte e com sua mulher.

O romance que Zeca  inventa e que movimenta parte da trama trás a parte bem humorada do filme. A participação de Hugo Carvana não é apenas afetiva: é um dado da influência no filme desse humor tipicamente carioca e debochado que tantalizou cinemas nas décadas passadas, como “a virgem camuflada” e “se segura malandro”, do prório Carvana. O Romance que dura apenas 90 Minutos não é o de Zeca com sua mulher ou de Zeca com sua paixão indefinível pela argentina “acariocada” Luz. É a escritura que ele compõe ao se relacionar de forma transversal com os acontecimentos, sem encará-los de frente. Um livro sem páginas que poderia se chamar:  A vida de Zeca, segundo Zeca e sem Zeca.

Passeando entre a nouvelle vague do personagem caminhante, e pela comédia erótica de tradição italiana tipicamente brasileira, Paulo Halm faz um filme de fôlego, que não se arvora de pretensa seriedade para discutir as agruras da geração dos jovens adultos nascidos na década de 80, mas ainda sim, com algum escracho calculado (como na impagável cena do “brinquedinho”) é profundo e lança questões importantes, diluídas entre a compaixão e o ridículo do protagonista. Veredicto: vale. 🙂

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LOMOS.COM.BR (ou Toycamera.com.br) – Você pode não receber a sua câmera, e nem o seu dinheiro de volta. janeiro 5, 2010

Posted by Hanna Roberts in Financeiro, Pessoas, Produtos, Serviços.
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Esta é uma história de paciência. Uma história de fé. Uma história sobre superar as evidências e acreditar. Pena que o final não é feliz.

Eu podia resumir em simplesmente: encomendei duas câmeras na lomos.com.br em outubro de 2009, paguei e não recebi até hoje – 05 de janeiro de 2010. Tá bom ou querem mais? Por que se vocês quiserem mais, tem.

28/10/2009 – Encomendei duas câmeras na Lomos.com.br. Uma Holga 135 branca e vermelha para mim e uma Acqua Pix verde para presente de natal. O prazo de entrega pós pagamento era de 10 dias e a encomenda seria enviada por sedex.

16/11/2009 (manhã) – como a encomenda não chegou na minha casa, mandei um email que foi respondido pela Anitta Lobitto. Muito solícita, disse que um problema com o fornecimento da Holga tinha atrasado a entrega e que a câmera só estaria disponível dia 25 de novembro. Ok, triste mas acontece…No mesmo email perguntei qual era o novo prazo, de entrega em São Paulo.

16/11/2009 (tarde) – Anitta me rspondeu que o pedido seria enviado por Sedex e que em um dia útil ele estaria em São Paulo.

26/11/2009 – As câmeras não chegaram.

02/12/2009 – O pedido ainda não tinha chegado. Fiquei aflita, pois além da Acqua Pix ser um presente, no dia 9 de dezembro embarcaria para o Rio, pois seria madrinha de um casamento dia 12. E dia 14 embarcaria para Buenos Aires onde tinha um projeto de fotografia com umas amigas e precisaria da câmera. Expliquei tudo isso para Anitta  via email. Ela respondeu que não tinha a Holga na cor que eu queria por isso não tinha enviado e se eu aceitava receber em azul, e que as Acqua Pix já tinham chegado. Pedi então que a Acqua Pix fosse enviada para São Paulo, que ia pedir pro dono do presente pegar e pra Holga ir pra minha casa no Rio. Anitta me garantiu que seriam enviadas na quarta feira. Mandei o endereço da minha mãe, e respirei aliviada achando que estava tudo resolvido. Ledo engano!

19/12/2009 – Recebo um email da Lomos.com.br informando que meu pedido tinha sido enviado dia 19/12. Como assim? Não era para ser enviado na quarta depois do dia 2? Mas ainda bem que sedex chega rápido! Bom…o Sedex sim. Outras modalidades de envio, não.

Dia 22/12/2009 – Mandei mais um email para Anitta. As câmeras não chegaram. Eu já tinha ido e voltado de Buenos Aires e NADA das câmeras. Perdi meu projeto. Não preseentei um amigo. No cartão de crédito a fatura me mostrava o pagamento e aquilo ia me deixando bem chateada. Expliquei que não queria cancelar a compra. Expliquei que no dia 26/12 voltaria para São Paulo e logo depois para Ubatuba, só voltando em janeiro. Pedi, encarecidamente que me mandassem o código de rastreamento para eu ver o que podia fazer. Informei que já estava considerando aquela situação insustentável e pedi por informações.

Dia 23/12/2009 – Anitta me mandou o código de rastreamento. Qual não é minha surpresa quando vejo que a encomenda simplesmnte não foi enviada por SEDEX como foi o combinado desde o início e sim em uma modalidade de encomenda rastreada que demora até 3 dias úteis para ser entregue. Liguei nos correios. Informaram que se não entregassem até dia 23,  só entregariam após dia 28 por conta dos recessos. Nessa data eu já estaria longe, em Ubatuba. Mandei um email dizendo que estava me sentindo enganada. O combinado era Sedex, por que se arriscar atrasando ainda mais com um cliente que estava aguardando um produto desde OUTUBRO?

Dia 25/12/2009 – Como acredito em Papai Noel e dia 25 é meu anversário aguardei pacientemente pelas câmeras que não cchegaram. Mandei um email para Anitta pedindo meu dinheiro de volta. Ela respondeu que só devolveria meu dinheiro se eu devolvesse a câmera. COMO É QUE É? Eu posso confiar meu dinheiro a Lomos.com.br mas eles não podem devolver minha grana depois de um atraso de dois meses? Achei um absurdo. Expliquei que não teria ninguém na minha casa após o dia 28, todos viajariam. Ninguém podeia receber a encomenda. A resposta? Tudo bem, quando o correio devolver pra gente, te reembolsamos…

Dia 26/12/2009 – Pedi mais uma vez o extorno da minha grana. Curta e grossa,  Anitta pediu que eu esperasse a entrega da câmera. Eu só faço isso a dois meses. Eu quero meu dinheiro de volta, simples assim. Se não sabem lidar com comércio, não vendam, certo? Se não sabem lidar com público, não vendam. Se não podem arcar com as consequências dos seus erros…Guess what? Não VENDAM!

Dia 5/01/2010 – Ei, alguém aí recebeu alguma câmera ou alguma notícia da Lomos.com.br? Bom, eu não. Esse comportamento se encaixa na lei o estelionato…Dou mais uma semana pra ser resolvido, senão, infelizmente, Selminha, a advogada, vai ter que entrar em ação.

Muito obrigada pela atenção e voltem sempre.

UPDATE

Dia 05/12/2010 – A Lomos.com.br , agora usando o nome  Toycamera.com.br entrou em contato pedindo meus dados para devolução do dinheiro. Vamos ver quando (e se) eles efetuam esse pagamento.

UPDATE 2

Dia 06/12/2010 – A Lomos.com.br depositou o dinheiro da devolução na minha conta. Não paga a dor de cabeça, não paga os juros do cartão, não paga a decepção, não paga os dois meses de espera e muito menos os transtornos (presente não entregue e projeto perdido). Mas, dos males, o menor. Espero que ninguém mais tenha de passar por isso.

Carrefour – é para nunca mais colocar os pés lá. setembro 14, 2009

Posted by Hanna Roberts in Produtos, Serviços.
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Nessa minha eterna cruzada pelo consumo consciente, muitas vezes me deparo com dilemas que são resolvidos com muita dificuldade com a escolha não do produto ideal, mas daquele que é menos pior. Por exemplo: o produto nacional/local não tem embalagem retornável, ou não é reciclável, mas a outra opção é usar um produto importado que possui refil/é reciclável mas que gastou milhões de litros de gasolina para chegar até aqui e não faz circular a economia local.

Porém existem outros casos em que o serviço ou a empresa são tão contra todos os preceitos morais, éticos e conscientes  do consumidor que o jeito é mesmo ignorar que a marca em questão existe. Esse é o caso do Carrefour.

Nem vou me alongar muito no texto, só vou deixar os links aqui que relatam casos de racismo, homofobia, fraude, violência e tortura para que os meus poucos leitores saibam que tipo de comportamento esta coorporação dispensa aos seres humanos que têm o azar de passar por ali.

Homem negro espancado no Carrefour.

Transexuais processam Carrefour por preconceito.

Caso Douglas Eduardo, discriminado em uma loja da rede Carrefour.

Falsa acusação de roubo contra cliente.

Pedreiro assassinado por seguranças da rede Carrefour.

Carrefour condenado por revistas humilhantes de funcionário.

Espancamento de crianças no Carrefour Villa Lobos.

Chutando cachorro morto – NET setembro 9, 2009

Posted by Hanna Roberts in Produtos, Serviços.
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Esse vai ser um post curto até, por que falar da NET é chutar cachorro morto: todo mundo reclama.  Não conheço um ser humano que é ou tenha sido cliente e que não teve problemas com essa empresa. Mas vamos aos fatos.

Trabalho em um programa de tv chamado sala de cinema, que na maioria dos estados é exibido pelo canal 137 da net Digital, na TV SESC. O estranho é que mesmo você possuindo o pacote digital, você tem que ligar para NET e desbloquear seu acesso ao canal. Isso já estranho, mas não chega a ser estarrecedor vindo de uma empresa que tem recordes de reclamações do Procon, desde danos morais até cobrança indevida.

Minha mãe, que mora no Rio de Janeiro e é cliente NET digital, a pouco tempo mudou o seu pacote Premium para um pacote com um número de canais reduzido, pois vê pouca tv, porém não pediu nenhum tipo de mudança no tipo de transmissão. Dito isso ela tentou desbloquear o canal 137.  Qual não foi a surpresa dela quando o atende informou que o canal só estava disponível para clientes NET digital, e ela não era mais um deles, pois a partir do momento que ela reduz o número de canais, não é mais interessante para NET fornecer a transmissão digital, mudando-a automaticamente para transmissão “digitalizada”  e isso sem avisar ao consumidor que já pagou pela pelo aparelho digital, que é mais caro que o comum.

Sem mais delongas, NET: o protocolo da ligação é 038090138611360 e já está encaminhada para ANATEL com a reclamção de VENDA CASADA de pacote de canais, aparelho digital e tipo de transmissão.

Espero que outros clientes lesados façam o mesmo e além de usar todos os canais necessários como ouvidoria, Anatel e Procon procurem outros fornecedores desses serviços antes cair na sua esparrela, Skavuska?

Anticristo: O Espelho de Lars Von Trier setembro 3, 2009

Posted by Hanna Roberts in Cinema, Pessoas.
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O crítico Jean Claude-Bernardet tem por hábito afirmar que a crítica cinematográfica jamais chegará ao nível sofisiticação e nem cumprirá com justiça o seu papel de refletir sobre a obra como faz a crítica literária, pelo simples fato que ao falar ou escrever sobre cinema, o crítico está usando um meio completamente diverso para pensar a obra daquele o qual foi executado o filme. Quem fala sobre cinema já possui uma desvantagem intrínseca e original.

Essa premissa é ainda mais poderosa quando se fala do mais novo filme de Lars Von Trier, o já-polêmico-desde-o-título Anticristo. As tão comentadas cenas envolvendo perversão psicológica, mutilação e a estetização extrema de cenas de sexo explícito e da morte de uma criança se tornaram um mantra, que executado a exaustão, pela mídia especializada não faz jus à magnitude do filme que se apresenta. É importante ressaltar que nenhuma dessas cenas é gratuita. Cada plano do filme está colocado em seu lugar, cumprindo a sua função narrativa, dramaturgica e estética. E sem as imagens que muitas vezes transpiram malignidade, o filme definitivamente não teria toda a potência que possui de fato.

Anticristo  narra a história de um casal que, arrasado emocionalmente pela morte do filho, vai até sua cabana no campo, um lugar chamado Eden, onde um marido, que é também terapeuta, tenta através de jogos psicológicos ajudar a sua esposa a superar a dor da perda. Mas da morte da criança até o magnético final um apanhado de referências pessoais de Lars Von Trier vão se amontoando em camadas tão intrinsecamente ligadas que é difícil separá-las; entre eles sua experiência com psicanálise para se livrar de uma profunda depressão, conhecimentos sobre filosofia européia, história da inquisição, paganismo, contos de fadas e filmes de terror. O resultado é um filme tanto onírico quanto aterrorizante, que muito mais do que provocar polêmicas vazias, provoca um olhar de retorno sobre nós mesmos.

O autor admite que optou por fazer um filme “não muito lógico“, mas isso não quer dizer em nenhum momento que é um filme desprovido de sentindo. Seu discurso ideológico não é claro, pois o homem que fez o filme era um homem arrebatado por dúvidas existenciais profundas que não são respondidas durante o filme. Lars von Trier se questiona. E não opta por responder a nenhuma questão de maneira leviana, ele dá ao espectador diversas opções, que muitas vezes se repelem e tantas outras se complementam. Não espere sair do filme com alguma conclusão arrebatadora, ou com a alma lavada, pois a dualidade que violenta o tempo inteiro a tela não favorece em nada a purgação de tudo que se viu, e isso difere completamente dos filmes anteriores de Lars Von Trier. Se em Dogville você vibrou com a vingança final de Nicole Kidman ou se aliviou profundamente a ponto de chorar com a morte da personagem da cantora Bjork em Dançando no Escuro, não vá esperando que o mesmo aconteça em Anticristo. O fim do filme aponta para o porvir e não encerra absolutamente nenhuma das questões que apresenta.

A compreensão do filme se dá de maneira involuntária e emocional: uma amiga saiu do cinema e após três dias ainda era assombrada por imagens que vinham na sua cabeça antes de dormir. Dodo Azevedo, que fez uma das melhores e mais claras críticas sobre o filme que eu li até agora, fixou-se  no aspecto da manifestação feminina da violência, sua naturalidade e seus ciclos. Para mim, o que ficou até agora foi a natureza do caos, e a certeza de que num mundo com criaturas de origens tão distinta, a violência é algo mais que natural, ela é essencial para as relações e para a continuidade da vida. A natureza é maligna e violenta, a natureza está contra qualquer preceito Cristão.

Não acredito ser coincidência que o Anticristo de Von Trier aborde aspectos em comum com outro Anticristo mais conhecido por aí, do filósofo alemão Friedrich Nietzsche. Ele diz “O cristianismo é a religião da piedade. A piedade porém é deprimente, pois enfraquece as paixões…A piedade se opõe à lei da evolução, da seleção natural.” Lars Von Trier concorda e imagina. Como Nietzsche que decreta a morte de Deus, a personagem de Charlotte Gainsbourg sentencia: Freud está morto. O diretor põe na tela a “Tranvaloração de todos os valores” propostas por Nietzsche quando abandona toda a moralidade que poderia conduzir seus personagens e os coloca de volta ao paraíso original do Eden, onde a única coisa que existe é a própria existência e seus fluxos naturais. Quem vive no Eden não está, nem é algo, simplesmente existe, pois são os primeiros, não possuem modelos nem mitos de origem que sacrifiquem sua vontade. E nesse mundo fragilidade, força, malignidade, compaixão, racionalidade e loucura não possuem gênero, eles são características de seres humanos, e não de um sexo específico.

O embate mais claro, entre masculino e feminino não é de maneira alguma o único. O filme confronta o tempo inteiro o que acreditamos ser cultura com o que acreditamos ser natureza, qual o papel dessas duas vertentes no que chamamos de ser, de âmago, o que é o amor e  suas manifestações e qual o papel da violência nas relações. Podemos abandonar o que somos, esmagar a nossa essência sem sofrermos as consequências nefastas dessa repressão?

Lars Von Trier disse que nem ele compreende todos os aspectos do filme, pois eles foram construídos no seu processo de cura, usando imagens de extrema pessoalidade. Porém isso é a grande jogada do diretor, que criou um jogo de espelhos onde é impossível enxergar a mesma imagem que o outro enxerga. Estamos lá, com nossas deformidades e com a nossa beleza intrínseca e dessa autoimagem e dessa nossa construção não podemos escapar: não há um discurso estrangeiro no filme que vem nos colonizar, estamos sozinhos em nossa condição humana, e mesmo o que vem de fora é gerido pelo filtro do “dentro” que é um filtro à prova de falsificações.

Existem homens que nascem póstumos, lamentava Nietszche ao perceber que jamais seria compreendido pelos seus pares de geração, no prólogo de seu próprio Anticristo. É provável que Von Trier seja um desses homens e o mesmo tormento existencial que perseguiu  filósofo persiga o cineasta. Porém, felizmente estamos aptos a vê-lo e deixo de bom grado a compreensão integral de sua obra aos hiperbóreos futuros, que saberão, talvez, enxergar qualquer cinema sem o filtro moral estéril que nos assola hoje em dia.

O que vale – Apple Care agosto 25, 2009

Posted by Hanna Roberts in garantia, Produtos, Serviços, troca.
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Causar paixões é uma constante quando aquela maçã mordida aparece num gagdet novo, nas apresentações bem humoradas e elétricas do Sr. Steve Jobs.

Mas e quando a sua máquina da Apple, tão linda, tão funcional, tão cool dá algum pau? Suplício, dor, sofrimento. Quem tem um singelo Ipod Shuffle, um baladalado Iphone ou um poderoso Mac Book Pro sabe do que eu estou falando. E foi isso qu aconteceu comigo.

Apesar dos pontos de venda da Apple às vezes deixarem a desejar (um dia conto a peregrinação que foi comprar meu Macbook na Fnac), o pós venda é um negócio tão efeciente, que nós consumidores brasileiros ficamos perplexos pelo bom tratamento. Não estamos acostumados à falta de burocracia, a agilidade, a polidez e mais do que isso, ao cumprimento dos nossos direitos de consumidor.

Agora vamos ao causo:

Três meses após comprar meu Macbook, o carregador parou de funcionar. Primeiro a luz do ímã do conector parou de acender, depois parou de carregar de vez. Verifiquei a bateria, que estava ok. Carreguei meu computador com o carregador de um amigo. Tudo ok. O problema era mesmo na fonte.

Fiquei superfrustrada, afinal, ainda estava em fase de namoro com meu laptop, não imaginava que ele ia ter qualquer tipo de problema tão cedo. No mesmo dia liguei para Apple Care, já imaginado a pentelhação que ia ser achar uma autorizada e o tanto de tempo que ia demorar para o conserto ser efetuado. Mas que nada! O atendente, mega simpático,  já me passou via email, caminhos no google maps da minha casa até as três autorizadas mais próximas com os respectivos telefones.

Com a nota fiscal em punho, deixei, com dor no coração, meu macbook, todo etiquetado na Mac Company, em Perdizes. O prazo máximo de dez dias deu uma desanimada, mas já tinha me conformado: pelo menos eles deram um prazo. Qual não foi a minha surpresa quando, na manhã seguinte, um email informou o diagnóstico, a troca imediata da fonte queimada e que eu poderia buscar meu computador a partir daquela mesma data.

Uau!

Sem #mimimi sem #blablabla

Garantia no balcão, Macbook na mão!

Quem dera todas as empresas fossem assim…

O suplício eterno de ser cliente Banco do Brasil agosto 7, 2009

Posted by Hanna Roberts in Financeiro, Produtos, Serviços, Telemarketing.
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Pagar uma conta via internet ou telefone.  Fácil. Rápido. Simples. Seguro.

Não se você for um infeliz, um sorteado nos dados do azar como eu, que tem a alegria de ter uma conta no BB.
Depois de diversas tentativas frustradas de pagar o aluguel via internet banking, fui para o famigerado telemarketing. No número 4004-0001 (que é tributável, já que misteriosamente os 0800 desapareceram), tentei efetuar a operação diversas vezes, sem sucesso: uma mensagem avisava: por problemas técnicos não conseguimos efetuar sua transação.

Bom, vamos apelar para a opção 9, fale com um de nossos atendentes, que é definitivamente a opção dos desesperados.
(Mandamento número 1: Se o menu eletrônico não resolve seu problema, falar “com um de nossos atentendes” é só fonte de desgosto e humilhação, ou de “passar nervoso” como disse a secretária da produtora. Dificilmente o ser humano do outro lado da linha foi orientado a ter qualquer informação diferente da máquina.) Na opção 9 fui informada que o valor do aluguel tinha ultrapassado meu limite de pagamentos do dia. Expliquei que já tinha efetuado pagamentos naquele valor via internet, mas subitamente essa opção não existia mais. A atendente explicou que era para a minha própria segurança, afinal, é mesmo um perigo pagar aluguel nos dias de hoje. Repliquei que depois de ter digitado a senha do caixa automático, a minha senha do internet banking, o número da minha conta, o número da minha agência, e ter informado verbalmente o número do meu cpf, o último nome do meu pai e o primeiro nome da minha mãe, o Banco do Brasil deveria saber quem eu era. Ledo engano. Eles não tinham a mais puta idéia da minha existência.

Enfim, perguntei para a atendente se contactar a ouvidoria seria a única solução possível para o meu suplício afinal, nos dois problemas graves que tive com o BB, nem as agências físicas nem o atendimento online se dispuseram a me ajudar e fiquei passando de mão em mão na maior sacanagem e falta de respeito, onde o novo funcionário nunca sabia qual era questão, me obrigando a repetir a mesma história diversas vezes por dia, durante duas semanas. Mas ela simplesmente respondeu algo como: Quer falar com a ouvidoria? Vai lá…

Mas como eu não dispunha de tempo, e definitivamente não queria pagar a multa por atraso do aluguel, às 15h e 10 min saí da minha ilha de edição para a agência BB mais próxima para pagar a famigerada conta. Como o caixa eletrônico também passou a não aceitar meu pagamento tive que ir até os caixas normais. Avaliem: Largo de Pinheiros, São Paulo, Banco do Brasil. Sacaram o desespero?

Depois da enormidade da fila, tive a graça divina de ser atendida por um funcionário sindicalista que ficava esculhambando todo mundo que pagava contas via internet e telefone “por que além de tirar nosso emprego, brasileiro é tudo burro, fica fazendo o papel do banco e achando que está em vantagem: gasta telefone, internet, papel e tinta para imprimir o comprovante…brasileiro é uma raça burra mesmo.”

O japonês sindicalista parecia ter descido da máquina do tempo, direto do ABC da década de 80. tava tão puta que quis argumentar (mas fiquei quieta que discutir com ignóbeis é ser ignóbil também) que, meu filho, burro é você que continua nessa profissão ultrapassada, ou que, meu querido, é por isso que sua militância não vai pra frente, pois ao invés de pensar no que é melhor pros seus clientes você encosta esse seu umbigo de funcionário público no balcão e no lugar de atender bem fica sonhando com a licença premium, que você vai gastar burguesamente comprando um carrinho, ou viajando pra costa do sauípe ao invés de ajudar “a causa”, né não?

Felizmente, consegui pagar a conta e voltar ao trabalho por volta das 18h. E trabalhar até as 21h, para cumprir o prazo de entrega do programa.

Muito obrigada, Banco do Brasil, pela graça alcançada. Até o próximo milagre.

Cartão Dinners: Vale ou Não Vale? agosto 4, 2009

Posted by Hanna Roberts in Produtos, Serviços, Telemarketing.
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Na verdade, eu nem posso avaliar o serviço Dinners em si. Como vocês saberão a seguir, mesmo já sendo cliente, não pude aproveitar os serviços desta conceituada empresa de empréstimo de créditos via cartão.

No início de julho precisei fazer uma compra maior do que o meu cartão atual, Visa, do Banco do Brasil, permitia. Como não podia solicitar outro cartão, minha mãe ofereceu para fazer um cartão dependente do titular Dinners dela. Aceitei, afinal, minha mãe acumula pontos de não sei o que, e é melhor do que pagar em cheque. 😉

Feito o procedimento a Dinners avisou que o cartão chegaria em cinco dias úteis. Como iria viajar a trabalho, não me incomodei: quando eu voltasse o cartão já estaria lá.

Cinco dias úteis e nada. Dez. Quinze. Após vinte dias úteis de atraso a senha chegou via correio.  Mas não o cartão! Preocupada com extravio ou roubo, liguei na central de relacionamento Dinners. Começou aí o meu suplício.

O menu pede para que você escolha entre as opções: Perda ou Roubo, Seguros  e Informações sobre o seu cartão. Em todas as opções, exceto Perda ou Roubo temos que digitar o número do cartão. Mas eu não tenho o número do cartão, por que o cartão não chegou. Tentei perda ou roubo. Eles não poderiam me ajudar, pq aquela opção era exclusivamente para perda ou roubo e se eu ainda não tinha recebido o cartão ele não poderia ter sido perdido ou roubado. Expliquei que não podia ter informações, pq como não tinha recebido o cartão, não havia número de cartão. Sugeriram que eu ligasse novamente e clicasse na opção 9, pois os atendentes informaram que não podiam transferir a ligação para lugar nenhum. Desliguei. Na nova tentativa a opção 9 não existia, ou seja, o atendente mentiu. Ao clicar a opção 9 o menu simplesmente se repetia. Depois de cerca de 40 minutos, clicando em todas as opções, cheguei em uma que era para quem tinha mandado uma proposta de cartão e era só clicar o cpf. Cliquei meu cpf. E a máquina informou não existir nenhuma solicitação com o número do meu cpf. Cliquei o cpf da minha mãe, e, surpresa!, a atendente de perda ou roubo me atendeu de novo e informou não fazer nada pelo meu caso.

Ou seja, eu sou cliente Dinners (tenho a senha de um cartão), mas não sou tão cliente assim,  pois o serviço de teleatendimento além de não ter uma opção para mim, mente e me trata mal.

Querida Dinners, não mais se preocupe: Eu não farei mais parte da sua cartela de clientes, e nem você fará parte da cartela de marcas que eu ando consumindo, e cada vez mais parcimoniosamente.

Tudo que eu consumo hoje é pensado para diminuir seu impacto no ambiente e as marcas as quais eu me fidelizo são as que me tratam com respeito e honestidade. Não foi o caso.

Bye Bye cartão!

Ponte Aérea Gol: Vale ou Não Vale? julho 29, 2009

Posted by Hanna Roberts in Serviços, Viagem.
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Terça-feira à noite, aeroporto de Congonhas. Check in lotado, lanchonetes e cafés servindo comida de qualidade duvidosa a preços abusivos, crianças chorando. O cenário típico do estresse. Mas não para mim. Estava indo para o Rio de Janeiro, minha cidade, os velhos amigos, os velhos e novos lugares. Claro, estava indo a trabalho, mas com escapadas friamente calculadas entre uma gravação externa e outra.

Descolados que somos, eu e Lucas Gervilla, meu câmera, fomos direto pro check in eletrônico, nos terminais de auto-atendimento. Enquanto fazia o procedimento, um jovem funcionário da Gol parecia mais perdido do cego em tiroteio: calmamente eu digitava os códigos smiles, os números de identidade e o menino uniformizado ficava ao meu lado: aperte em concluir. Digite o número da identidade.  Dez segundos de silêncio depois ele estava perturbando alguém em outro terminal. Depois, sem ajudar nem a mim, nem ao outro cliente, ele voltava e começava a ladainha: clique continuar, clique em concluir. Seu papel será impresso, ele informava, modulado e didático. Que coisa chata. Muito chata. Mas aquele afã super prestativo não me irritou tanto o que estava por vir.

Ao despachar a bagagem, depois de assinar todos os termos de frágil dos equipamentos tivemos que praticamente implorar para atendente colocar os adesivos de frágil nos equipamentos. A atendente do balcão simplesmente esqueceu, e diante das nossas súplicas até colou o adesivo com o “este lado para cima” no lado certo. Foi uma vitória que nos deu esperanças que dali pra frente nada seria ruim: já estávamos acostumados com barrinhas de cereal, amendoins, biscoitinhos sal-sic recheados e vôo lotado. O que poderia ser pior?

Eu respondo o que poderia ser pior: o vôo atrasar, sem previsão de embarque. A “voz” do aeroporto só dava informações sobre o vôo 1550, mesmo com o atraso de mais de 15 minutos do horário previsto no embarque do vôo 1552, que era o nosso. Para não ficarmos sem saber o que fazer, fomos arrastando até o portão oito nossas malas de mão com laptops, câmera, e quilos e mais quilos de autorizações de imagem. O “facilitador de embarque” protegido por um vidro informou que nosso vôo estava atrasado, por que o 1550 estava atrasado por conta da falta de teto no Santos Dummond, o que ocasiona um efeito dominó atrasando todos os outros. Mas pq será que nas outras companias aéreas o embarque para a ponte aérea estava completamente normal? Estranho, muito estranho. Mais estranho ainda foi receber um telefonema da minha irmã, da minha casa no Rio dizendo que o tempo estava quente e o céu sem nenhuma nuvem.  Será que a Gol sabe de algo que eu não sei? Será que a Gol sabe de algo que as outras aéreas não sabem? Ou será que a Gol simplesmente não quer que nós, clientes, saibamos de algo?

A pergunta não tardou a ser respondida: Depois de uma hora de atraso para o embarque “a voz” informou que os vôos 1552 e 1554 tinham se unificado e que o embarque era imediato e que os assentos seriam de livre escolha. Ou seja, transformaram dois vôos pela metade em um vôo híbrido, cheio, novinho e super econômico. Caros, deixo para vocês a conclusão: TAM e Ocean Air decolaram no mesmo horário e para o mesmo destino sem problemas. O que será mesmo que aconteceu para o vôo da Gol atrasar? O teto? E tudo isso por módicos R$ 400 reais cada perna.

Recapitulando

Pontos Negativos

– Funcionários em terra despreparados e/ou desinteressados;

– Falta de cuidado com a bagagem;

– Atraso inexplicável do embarque;

Pontos positivos

– Funcionários eficientes e simpáticos no ar;

– Aboliram os biscoitinhos! Foi servido um jantar quente;

– A revista de bordo é legal mesmo com matérias requentadas da Trip e da TPM;

Veredicto

Pelo preço, não vale a pena. Já foi o tempo que a Gol tinha uma excelente relação custo benefício. Pagando o mesmo, prefiro viajar em outras companias que me tratem melhor. Valorizo empresas que prezem pelo relacionamento com o cliente e que me tratem com honestidade, sem subestimar a minha inteligência. Claro que a aviação no Brasil é um oba-oba e com essa legislação frouxa seremos sempre vítimas de overbooking, tratamento descuidado, bagagens desaparecidas… Mas se as aéreas tivessem um plano de relacionamento mais próximo dos seus clientes incentivariam a competição, fidelizariam a galera e melhorariam e muito sua imagem arranhada por acidentes e amendoins.

Vale mesmo? julho 23, 2009

Posted by Hanna Roberts in Uncategorized.
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Muita coisa a gente faz no automático. E outras tantas demoramos um século para fazer. Postergamos. Tolas ou magnânimas, essas coisas todas são as pecinhas do nosso mosaico interno. O jeitão com o qual nós nos apresentamos pro mundo.

Por isso, por um momento que seja, vou tentar parar pra analisar se vale a pena fazer um troço. Comprar um troço. Chutar um troço. Beber um troço. Gostar de um troço. Ou odiá-lo talvez.

Veremos.